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USP/POLI/História do Grêmio Politécnico

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FundaçãoEdit

O Grêmio Politécnico foi fundado no 1o de setembro de 1903, sendo seu primeiro presidente Alexandre de Albuquerque, que anos mais tarde também fundaria o Instituto de Engenharia e a Associação dos Antigos Alunos da Escola Politécnica (AAAEP hoje AEP). Sua formação decorreu da necessidade dos alunos possuírem um instrumento de representação e se organizarem de uma melhor maneira frente aos acontecimentos da época. O inicio de sua história foi marcado por campanhas de fundo nacionalista, de defesa da organização dos estudantes e da qualidade da Escola Politécnica.

Primeiros passos, lutas e conquistasEdit

Em 1904, o Grêmio Politécnico incorporou a “Revista Politécnica”, criada em 1900, constituindo-se na primeira revista de Engenharia do Brasil que divulgava artigos técnicos. O Grêmio lançou, em 1918, a “Campanha Paula Souza”, a primeira campanha de alfabetização de adultos, apoiada pelo estado e mantida por doações e bailes. O Clube Politécnico de Planadores foi criado em 1920, sendo o único em São Paulo que se dedicava ao ensino e ao aperfeiçoamento do vôo a vela. Foi inclusive doado nesta época um avião de treinamento pelo Ministério da Aeronáutica. Na época da Ditadura Vargas, o Grêmio participou abertamente do movimento que culminou na “Revolução Constitucionalista de 32”; os politécnicos formaram batalhões e a Poli se tornou quartel científico e fábrica de armas para os revolucionários, sendo que alguns politécnicos morreram durante os confrontos com as tropas getulistas (Monumento no Prédio da Eng. Civil). O ano de 1933 foi o ano da luta pela aprovação por média, com greve geral e piquetes. Na madrugada de 3 de dezembro o Grêmio invadiu a Escola e fechou todas as portas com correntes e cadeados, inclusive soldando as fechaduras. A greve foi um sucesso e conseguiu-se a aprovação por média. Em 1934, a USP é criada pelo governador Armando Salles de Oliveira, presidente do Grêmio em 1909. Censura

As décadas de 40 e 50 marcam um profundo aumento das atividades do Grêmio. A associação participou, novamente e sistematicamente, de todas as campanhas contra a Ditadura Vargas. Em 1944, lançou o jornal “O Politécnico”. Desde o seu primeiro número, o jornal sofria dificuldades junto ao DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda). Em 1945 foi promovido, pelo departamento de artes do Grêmio, o “Show Politécnico”, que evoluiu até o programa de rádio POLI-VARIEDADES, apresentando, entre 1945 e 1947, nas Rádios Excelsior, Cruzeiro do Sul e América. Nessa época, foi fundado o “Grupo Politécnico de Teatro”, que se incorporou como Departamento do Grêmio mais tarde, sob o nome de Grupo de Teatro da Poli (GTP), constituindo-se num dos mais importantes grupos de teatro amador paulistas e brasileiros. Lançada oficialmente no X Congresso da UNE, em 1947, iniciou-se a campanha “O Petróleo é nosso”, que o Grêmio liderou em São Paulo, promovendo manifestações, palestras e debates sobre a questão. Em 1948 é fundada a União Estadual de Estudantes. O Grêmio é uma de suas entidades fundadoras. Nesse ano ainda foi criado um novo departamento do Grêmio: o Curso Politécnico, destinado a preparar ingressantes no exame de admissão da Poli. Em 1949, iniciou-se a construção da casa do politécnico, a Cadopô, sendo a pedra fundamental lançada pelo governador do estado. O prédio foi finalizado em 1954, contando com sete pavimentos destinados às atividades do Grêmio e à moradia estudantil. Uma imensa campanha de arrecadação de fundos, doação de material de construção e contribuições da Escola Politécnica viabilizaram esse projeto.

AdvertênciaEdit

Com o Grêmio realizando uma série de campanhas internas em defesa dos interesses dos alunos, em 1954 a Escola deixou de reconhecê-lo como entidade representativa. Com isso, decretou-se uma greve de alunos da Poli. Pouco depois, a UEE aderiu à greve, estendendo-a a todo o estado. Em seguida, a UNE decretou uma greve de advertência de cinco dias, tornando então a greve nacional. Com isso, o Grêmio voltou a ser reconhecido. Em 10 de Maio de 1956, foram fundados a Associação Atlética Acadêmica Politécnica, que pretendia dar continuidade às atividades desportivas dos alunos desenvolvidas pelo departamento de esportes do Grêmio, e o Escritório Piloto, com a função de proporcionar elementos práticos para a boa formação profissional dos alunos, e prestar serviços às comunidades carentes, caracterizando seus fins sociais. Em 1959 foi criado o Banco Politécnico, para realizar empréstimos aos alunos mais carentes. O período de 56 a 64 foi rico em atividades políticas, com o Grêmio mantendo-se à frente das questões de interesse dos estudantes e nos temas de importância nacional.

No período de 64 a 78, a história do Grêmio passou a se confundir com a do movimento estudantil como um todo, e tomou sua dinâmica. Após o golpe de 64, a UNE foi colocada na ilegalidade por um ato ministerial. Além disso, o governo criou os diretórios acadêmicos, vinculados às direções das escolas, e proibiu manifestações políticas de estudantes. O Grêmio foi uma das poucas organizações estudantis que não mudou de nome ou forma organizacional.

Cidade UniversitáriaEdit

Nessa época o Grêmio se transferiu das instalações do Bom Retiro para o campus da USP. Entre 65 e 67, o Grêmio se mobilizou totalmente para as manifestações estudantis. Em 1968, ano de edição do AI-5, o Grêmio organizou o Fórum Politécnico, uma semana de discussões sobre os cursos, com participação de alunos e professores. Este ano foi marcado por violentas manifestações, sendo muitos politécnicos presos. Em 1970, começou a luta contra a tentativa da implantação do ensino pago, prevista na reforma universitária. O contexto da situação esvaziou o movimento estudantil em função de uma legislação de exceção, presença constante de policiais no campus e inúmeras prisões arbitrárias. Entre 72 e 77, o Grêmio lançou campanhas para a libertação de presos políticos, inclusive de seus associados, e começou a operar clandestinamente, em conjunto com outras entidades do movimento estudantil.

ManifestaçõesEdit

O ano de 1977 marcou a maior presença do movimento estudantil, com o ressurgimento das manifestações de rua. Em assembléia, a USP e a PUC marcaram para o dia 24/03 daquele ano uma concentração no largo do Arouche para entregar ao Ministério da Educação e Cultura uma série de reivindicações estudantis. Proibida pela Secretaria de Segurança Pública, essa concentração se transfere para a Poli, de onde mais de 5000 estudantes saíram em passeata para o Largo de Pinheiros. Em seguida, grandes manifestações se processaram, sendo que, na maioria dos casos, foram reprimidas violentamente. A recriação da UEE-SP foi marcada por inúmeros conflitos e fortemente reprimida. O período entre 78 e 82 foi marcado como aquele em que os militares se preparavam para deixar o poder e realizar as reformas de transição para um regime democrático. Nesta época o Grêmio participou da reconstrução do movimento estudantil.

Em 82 foi relançada a Revista Politécnica. Quanto à Casa do Politécnico, o Grêmio começou a perder o seu controle, permitindo a invasão de terceiros em suas instalações. Em 83 ocorreu a falência da editora do Grêmio Politécnico, e todas as suas máquinas foram vendidas para saldar as dívidas. Em 1984, o Curso Politécnico também foi extinto e a Revista Politécnica deixou de ser publicada regularmente por dificuldades financeiras. Em 86 ocorreu a reformulação do Cursinho da Poli, em um novo formato, gratuito e destinado à população carente de São Paulo.

CrescimentoEdit

A partir de 1989 uma nova fase se iniciou no Grêmio, privilegiando a recuperação financeira e, consequentemente, uma melhora de sua imagem externa. O surgimento do Centro de Idiomas possibilitou um crescimento e a conseqüente formação de uma gigantesca estrutura. Tal situação proporcionou liberdade financeira para o investimento em outros projetos, como o Cursinho da Poli e o Escritório Piloto, e em megaeventos na Poli como IntegraPoli, CarnaPoli, Festa Junina, SAPO e outros. O problema é que o Grêmio se voltou demais para seus megaprojetos e se esqueceu do principal: o aluno da Poli. Assim, o Grêmio foi esvaziando, o que, somado à crise financeira pela qual ele tem passado, exigiu uma mudança de sua estrutura.

A sua importânciaEdit

Nos últimos anos o Grêmio optou por um modelo mais enxuto, sem pretensões empresariais, visando maior integração e participação politécnica na sua entidade representativa, com uma proposta de administração mais democrática, ou seja, colegiada, onde a voz de cada associado do Grêmio, ou seja, cada aluno da Poli, tem o mesmo peso e poder de decisão. Isso se concretizará com o novo estatuto do Grêmio, que já está em fase de aprovação.

Ilustres GremistasEdit

Alguns politécnicos se tornaram ilustres no cenário político e cultural nacional, dos quais se destacam: Manuel Bandeira, Juó Bananeré, Armando Salles de Oliveira, Telêmaco Van Langendonck, Carlos Zara, Mário Covas, Paulo Maluf, João Leiva, Arnaldo Jardim, Alberto Goldmann, Reynaldo de Barros, Figuereido Ferraz, José Serra, Clóvis Carvalho, Amaral Gurgel, Sérgio Mindlin, Marcelo Tas, Antônio Kandir, entre outros mais.

A maioria desses politécnicos cumpria funções dentro do Grêmio Politécnico, bem como outras grandes figuras politécnicas no meio acadêmico, científico e empresarial, de difícil enumeração. Existem inúmeras outras histórias, estórias, pessoas e fatos que marcaram a existência do Grêmio Politécnico, e que seria impossível descrever em tão poucas linhas. Esperamos que esses trechos da história do Grêmio sejam motivo de entusiasmo e dedicação à Escola Politécnica que, na realidade, somos todos nós (sociedade, professores, funcionários e alunos).

Existe um fato fundamental: esta história não acaba aqui. Ela continua e todos estão convidados a escrever as próximas páginas.

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